segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Dislexia em Chinês?



O texto publicado em The Economist/ O Estado de São Paulo faz observações interessantes sobre a questão da dislexia em idiomas diferentes e nos faz refletir sobre as relações entre língua, cultura e natureza.

Dislexia em Chinês?

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Google na Educação

Matéria da revista Carta na Escola aborda a proposta do Google para a sala de aula

http://www.cartanaescola.com.br/single/show/369

Carta na Escola publica artigo de Ataliba de Castilho sobre alterações no português

http://www.cartanaescola.com.br/single/show/372

Revista Carta na Escola apresenta matéria sobre as alterações em andamento no português.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

CINCO PRINCÍPIOS DA COMUNICAÇÃO EFICAZ


Você precisa escrever um texto, apresentar um trabalho na faculdade, dar uma palestra ou fazer uma apresentação no trabalho. É aí que surge aquela preocupação com a boa comunicação que tira o sono de muita gente. Os cinco princípios apresentados a seguir são fáceis de aplicar tanto à comunicação oral quanto à escrita, mas se baseiam em ensinamentos bem fundamentados dos estudos da linguagem e cognição. Estes princípios tratam especificamente de como abordar os conteúdos de uma apresentação ou texto.

1. Simplicidade: por que é essencial?
Nenhum texto pode dizer tudo. Se um texto tentasse dizer tudo, ele seria interminável. O mesmo vale para apresentações orais. Assim, por que não assumir a simplicidade como princípio e aceitar que é preciso ser seletivo no que dizer? Há várias razões para isso. Primeiro, se você tentar incluir informação demais vai acabar se perdendo. Em segundo lugar, é ilusório achar que seu público de ouvintes ou leitores vai conseguir compreender tudo que você poderia dizer sobre um assunto. Por fim, o caminho mais curto é melhor. Tentar dar explicações muito complexas não vai ajudar o seu público entender sua mensagem e também não contribui em nada para sua imagem como escritor, palestrante etc. Em resumo: determine seus pontos principais e se concentre neles. É verdade que existem assuntos que exigem uma abordagem mais complexa, mas isso já é outra coisa, que, aliás, nos leva ao próximo ponto.

2. Avaliação: o que o seu público já sabe?
Ninguém pode entender um texto ou apresentação a menos que já saiba algo sobre o assunto. Isto parece surpreendente? Na verdade, é bem simples. Se conforme dito acima, ‘nenhum texto pode dizer tudo’, então muito do que faltar no texto é o que o seu público já deverá saber. Portanto, o segredo está em determinar o que seus ouvintes ou leitores já sabem sobre o assunto. Você precisa se perguntar: quem são meus leitores ou ouvintes? O que e quanto já sabem do assunto que pretendo explicar? Que formação eles têm? Que experiência eles já tiveram com o tema em questão? O que eles esperam de minhas explicações: aprofundamento e riqueza de detalhes ou uma visão panorâmica do tema? O que eles são capazes de suportar sem ficarem enfadados ou se perderem na explicação: uma abordagem mais técnica que os faça sentir que realmente aprenderam sobre o tema ou apenas a apresentação de informações básicas que os ajudem a cumprir outras tarefas que são as suas reais prioridades? Pense em termos dos objetivos do seu público.

3. Antecipação: identifique os pontos de maior dificuldade
Sua experiência em já ter tratado do assunto antes e seu conhecimento do tema pode ajudá-lo (a) a identificar que partes do assunto são mais difíceis de serem assimilados e compreendidos. Geralmente, discussões teóricas e metodológicas, detalhes muito técnicos e apresentação de dados são mais desafiadores para leitores e ouvintes. Assim, defina em que partes do seu texto ou apresentação você vai precisar expor este tipo de informação e tome algumas providências preventivas: destaque as informações essenciais; mostre o significado delas; ilustre; desacelere na exposição; repita; resuma. Divida essas informações em partes que possam ser entendidas em si mesmas para depois passar adiante. se estiver fazendo uma exposição oral, pode ser útil ‘quebrar o gelo’ entre essas partes com algo alivie a atenção dos ouvintes: uma brincadeira de leve, uma imagem, uma observação breve e perspicaz ou uma citação interessante de alguém que é autoridade no campo podem cair bem nesse momento.

4. Síntese: reaqueça as ideias principais com resumos periódicos
Se sua apresentação ou texto forem muito longos pode ser interessante desacelerar e retomar as ideias principais com resumos periódicos, bem distribuídos. Considere o seguinte: seu público de leitores ou ouvintes não vai sair com todas as suas explicações na memória, pronto para despejá-las na próxima esquina para o primeiro transeunte que por infelicidade estiver passando por lá. Não como pessoa inteligente, você com certeza tem um público inteligente e não papagaios. Por isso, é necessário distinguir entre (a) as informações essenciais que precisam ser absorvidas e (b) as explicações pormenorizadas que precisam ser compreendidas. É com tais explicações que você valida as informações essenciais para seu público, mas isso não quer dizer que ele precisa ser capaz de reexplicá-las prontamente. Eles provavelmente terão acesso a algum material escrito ou (áudio)-visual fornecido por você e poderão retornar a ele quantas vezes forem necessárias até absorverem as explicações, se isto for uma meta. O mais importante, porém, é que seu público tenha a sensação de que realmente aprendeu algo e isso só é possível se as ideias principais ficarem bem claras e fáceis de serem assimiladas. Você pode dar uma forcinha reapresentando brevemente os pontos principais de seções anteriores e acrescentando os últimos pontos abordados. Assim, as ideias ficam quentes na mente de seu público.

5. Conversão: transforme ideias em resultados
Dados, teorias, conceitos e detalhes metodológicos de pouca ajuda são se você não mostrar o valor das informações para seu público. E também de pouco vale fazer uma apresentação cativante que entretenha o público, mas que não agregue conhecimentos ou uma compreensão profunda e/ou inovadora de um tema. Lembre-se: seja em um texto, em uma apresentação ou em qualquer tipo de exposição, seu público precisa sentir que aprendeu algo, isto é, que está saindo com algo de valor. Para isso você precisa converter as ideias em resultados. Como se faz isso? Trata-se de fazer aplicação dos ensinamentos, levar para a prática ou simplesmente mostrar as consequências de um conjunto de informações. Mesmo quando se abordam questões teóricas é possível dar esse passo. Uma apresentação basicamente teórica ou conceitual pode ter, sim, consequências relevantes. Por exemplo, pode-se mostrar como uma teoria ou conceito muda nossa perspectiva sobre um tema ou ainda o que ganhamos ou o que problema evitamos com a aplicação de um conceito ou teoria. Se a apresentação ou texto possuir dados, mostrar o significado desses dados será fundamental para que as ideias sejam percebidas como resultados. Nesse caso, é possível até mesmo explicar como os novos significados obtidos impactam nas ações práticas ao lidar com um problema.


Em resumo, para elaborar bons textos e apresentações, utilize esses cinco princípios, que podemos resumir na sigla SAASC, como método de verificação da qualidade de sua exposição e, então, faça os ajustes necessários.